domingo, 14 de novembro de 2010

Saudades sem fim

Abri o blogger pra falar o quanto eu sei que vou sentir saudades do marido, que está mais uma vez a caminho de Brasília.

Mas, verdade seja dita, por mais que eu ame muito (opa, isso todo mundo já percebeu), eu sinto saudades MESMO é do passado.

Sinto saudades do tempo em que tudo que eu fazia era chorar pelos cantos, numa pseudo depressão que só quem é adolescente sabe como é. 

Saudades dos amigos que nunca mais serão amigos próximos, embora morem no meu coração pra sempre.

Saudades das pegações no sofá vermelho da Bunker, do sem vergonhismo na Lapa, das noitadas tijucanas, do porre de vinho vagabundo. 

Saudades de ser gostosa, dos caras chegarem junto, de ser cantada, passadas de mão na bunda. Do primeiro beijo, da primeira transa com uma nova paixão, e das inevitáveis fofocas com as amigas.

Saudades de acampar na Praia Grande, no Sana, na Bocaina. De pegar um ônibus sujo e caindo aos pedaços em direção a banhos de cachoeira e praias desertas - sem protetor solar!

Saudades de ter certeza de tudo, ser dona da verdade, cuspir ideologia ao vento.

Enfim, saudades sem fim.

No dia que inventarem uma máquina do tempo, eu quero voltar e viver tudo de novo. Sem mudar uma só lágrima, uma briga, uma decepção. A vida foi boa comigo. E continua sendo. Só deixou um pouco de saudades...

1 comentários:

Anônimo disse...

I heard it from my friends
About the things you said

I heard it from my friends
About the things you "MADE"

I´ve never felt so disappointed
Never felt so disappointed...

Postar um comentário