sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ah, o AMOR...

Desde aquele fatídico dia,em meados de 2002, em que perguntei se ele tinha fogo (sim, sou brega. #1bjo) e dividi 15 minutinhos fumando ao seu lado, muita coisa aconteceu.
Embora já o tivesse visto de relance, uma única vez e no meio de uma cervejada histórica, é daquele momento que eu me lembro mais. Da conversa curta e superficial, não me recordo. Talvez nem tenha prestado atenção, já que tudo que ouvia era o TUM TUM do meu coração acelerado.

(Eu tinha um namorado na época, bem verdade. Mas não me apeguei nisso. Segui puxando assunto e sorrindo de orelha a orelha com aquele rapaz franzino e alegre)

Não posso negar: era paixão à primeira vista.

Passamos a madrugada trocando sorrisos. Na outra semana um encontro inesperado nas escadarias do metrô fez minhas mãos ficarem absolutamente frias e suadas. Eu disse que estava indo pra faculdade, e ele "oh, que coincidência, eu tava indo pra lá". Levamos quase um ano pra descobrir que os dois mentiam, era só pra ficar perto um do outro.
Nesse dia passamos a noite de mãos dadas, sorrindo juntos, e compartilhando uma intimidade louca e improvável. Dei meu telefone e pedi, casualmente, que me ligasse pra tratar de um assunto qualquer.

Ele ligou. Eu não estava em casa. Deixou um recado, mas infelizmente teve vergonha de deixar o telefone. Eu, obviamente, quase morri. E nesse dia mesmo tentei terminar o namoro. Não consegui. Passei uns 2 meses pensando que não tinha condições de manter um relacionamento se estava, indubitavelmente, apaixonada por um estranho.

E num belo dia (mentira, um dia esfuziante de verão carioca), ele apareceu lá na faculdade. Bateu à porta da sala e pediu pra falar com a turma. E eu, ridícula e vermelha de animação, sacudi os braços em sua direção. Ele riu. Sugeri tomar uma cerveja no bar. E, de cerveja em cerveja, sem que nossos sorrisos nem por um momento diminuissem, aconteceu. O primeiro beijo foi ALGO. E desde então nós estamos juntos no mesmo sorriso.

(e foi só então que consegui terminar o namoro anterior. mas paciência, a verdade é essa)

Não posso tentar reduzir que vivemos nestes 8 anos. Alguns momentos tristes, uma ou duas crises sérias. Planejamos sonhos que dariam pra preencher a eternidade. E seguimos rindo juntos.


Amanhã completamos 5 anos morando sob o mesmo teto. Construimos um relacionamento FODA, cheio de cumplicidade. Essa é a nossa chave de sucesso: companheirismo.

Infelizmente não estaremos próximos neste dia. E quer saber? Tudo bem. Não é um dia que faz dessa relação o melhor bálsamo que já tive na vida. É saber que, aconteça o que acontecer, posso dizer que conheci o amor. E é gostoso demais!

REIZÃO, TE AMO MAIS QUE TUDO!

domingo, 14 de novembro de 2010

Saudades sem fim

Abri o blogger pra falar o quanto eu sei que vou sentir saudades do marido, que está mais uma vez a caminho de Brasília.

Mas, verdade seja dita, por mais que eu ame muito (opa, isso todo mundo já percebeu), eu sinto saudades MESMO é do passado.

Sinto saudades do tempo em que tudo que eu fazia era chorar pelos cantos, numa pseudo depressão que só quem é adolescente sabe como é. 

Saudades dos amigos que nunca mais serão amigos próximos, embora morem no meu coração pra sempre.

Saudades das pegações no sofá vermelho da Bunker, do sem vergonhismo na Lapa, das noitadas tijucanas, do porre de vinho vagabundo. 

Saudades de ser gostosa, dos caras chegarem junto, de ser cantada, passadas de mão na bunda. Do primeiro beijo, da primeira transa com uma nova paixão, e das inevitáveis fofocas com as amigas.

Saudades de acampar na Praia Grande, no Sana, na Bocaina. De pegar um ônibus sujo e caindo aos pedaços em direção a banhos de cachoeira e praias desertas - sem protetor solar!

Saudades de ter certeza de tudo, ser dona da verdade, cuspir ideologia ao vento.

Enfim, saudades sem fim.

No dia que inventarem uma máquina do tempo, eu quero voltar e viver tudo de novo. Sem mudar uma só lágrima, uma briga, uma decepção. A vida foi boa comigo. E continua sendo. Só deixou um pouco de saudades...

domingo, 7 de novembro de 2010

TÔ NUDE!!!

A notícia é veeelha à beça, e eu tenho quase certeza de que já tuitei algo à respeito. Mas vamos lá...

Estava eu gastando minha noite de sábado stalkeando no Orkut (minha vida é loser, eu tô ligada), e descubro que uma certa adEevogada com quem trabalhei nos idos tempos tinha se casado. Tirando o fato de que se tratava de uma biscate sem noção, tranquilo.

Mas não, galere.

A dita cuja casou (de vestido branco e tudo) com um certo cidadão que, não bastasse ser mais feio do que... do que... bem, o cara é tão feio que tem nem comparação - não que eu seja um pitéu, but lets go on - era uma espécie de chefe do nosso setor.

Ato contínuo (mas será que até pra fofocar eu tenho que falar assim?), descubro que este ser feio, gordo, careca, CHATO, burro e com dentes tortos (JURO!) tinha aplicado um golpe na empresa e fugido com o dinheiro.
(não eu não moro em hollywood. Mas às vezes parece)

E o que eu fiz? Eu ri, minha gente. Eu ri até chorar, e fiquei imaginando a humilhação necessária pra se casar com um cara pseudo rico. Por mim, ela fez péssimo negócio. Nem todo o dinheiro do mundo vai apagar a imagem mental eterna das fotos com título "maridão que eu amo" com aquele sapo feio agarrado nas coxas dela.

Tô viva

Sim lindezas, eu tô viva.

Verdade que meio amortecida em função dos 10 dias offline que tive, mas enfim...
Tem BEM mais de 10 dias que não venho visitar o blog. Por mais q a gente queira manter atualizado, e tals, as vezes falta ânimo, néam???

Eu passo por um monte de coisas no dia que poderia virar posts interessantes (e viram, mas só na minha cabeça)...
Quer dizer, interessante EM TESE, pq né? Minha vida tá LOOOONGE de ser minimamente interessante.

Sinto que o ano chegou ao fim (o que efetivamente significa que estou perdendo os 2 meses q ainda vêm por aí). Foi um ano atípico. Claro que foi BOM. Mas podia ter sido mais animado, pra falar a verdade.
Diz minha psicanalista que ela percebeu grandes mudanças em mim nos últimos 4 meses. Muito em função de eu estar trabalhando, é ÓBVIO, mas segundo suas palavras "vc agora parece viva, tem um brilho diferente"...

É isso mesmo. Eu saí do poço da angústia sofrida e agora tô patinando na ansiedade contida... Feliz, mas querendo ainda alcançar alguma coisa. Coisa esta que não sei muito bem o que é.

Será que fica feio eu prometer que vou atualizar mais essa budega? Será que ao menos EU acredito nisso?