Desde aquele fatídico dia,em meados de 2002, em que perguntei se ele tinha fogo (sim, sou brega. #1bjo) e dividi 15 minutinhos fumando ao seu lado, muita coisa aconteceu. Embora já o tivesse visto de relance, uma única vez e no meio de uma cervejada histórica, é daquele momento que eu me lembro mais. Da conversa curta e superficial, não me recordo. Talvez nem tenha prestado atenção, já que tudo que ouvia era o TUM TUM do meu coração acelerado. (Eu tinha um namorado na época, bem verdade. Mas não me apeguei nisso. Segui puxando assunto e sorrindo de orelha a orelha com aquele rapaz franzino e alegre) Não posso negar: era paixão à primeira vista. Passamos a madrugada trocando sorrisos. Na outra semana um encontro inesperado nas escadarias do metrô fez minhas mãos ficarem absolutamente frias e suadas. Eu disse que estava indo pra faculdade, e ele "oh, que coincidência, eu tava indo pra lá". Levamos quase um ano pra descobrir que os dois mentiam, era só pra ficar perto um do o...
Um dos meus maiores conflitos foi sempre discordar das avaliações gerais sobre mim. De uma forma geral, eu sempre fui rotulada de chata, mal humorada, controladora e agressiva. Passei anos sofrendo porque quando a gente tem fama de ruim, fica muito difícil ser boa. Ou melhor, ser vista de uma forma positiva. Todo mundo tem dias ruins, menos eu. Ser ruim é minha rotina, minha sina. Isso quer dizer que se eu tenho, sei lá, dor de dente e fico impaciente, "lá vem Patricia e suas pentelhações". Não que eu tenha dor de dente. Ou fique doente. Nunca fico, mas enfim. Mas isso quer dizer também que eu tenho que entender e achar legal quando alguém acorda de ovo virado e me enche de patadas, pq né? É como se eu fizesse isso com o mundo diariamente. Mas eu sigo em frente, convivendo com o fato que o mundo me faz um favor ao me deixar participar de suas tramas. E é complicado pacas viver nesse mundo em que no matter wh...
Olha, te contar. Meu GAYDAR nunca falhor nessa vida. Nos idos tempo de 19** eu tinha uma amiga malévola que costumava por apelidos em qq pessoa do mundo. Incluindo ela mesma, a mãe, e todos os conhecidos. Inclusive o velhinho da padaria e o segurança da buátchi. Sim, era Louca. Não vem ao caso... A Louca compartilhava da minha capacidade alucinada de reconhecer um potencial homo apuradíssimo. A gente sempre falava, AH FULANO É BEE. ALIÁS, É TREESHA! Neguinho desconfiava e discordava. A gente é que era cheia de preconceito. AHAN CLÁUDIA, SENTA LÁ!! Nunca erramos uma! Na minha escola tinha um garoto muito simpático, educado, e até meio bonitinho. Não tenho certeza, pq era tão BICHONA q eu não conseguia ver com esses olhos. Mas enfim. Esse a gente falava que era bee desde o ventre. Mas, estranhamente, ele não sabia do caso. Digo, ELE NÃO FAZIA IDEIA QUE ERA UMA BEE ENSANDECIDA! Na maioria dos casos a gente percebia mesmo q a pessoa tentasse disfarçar. Com ele, coitado! Não fazia ideia...
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