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Já é

 Relóu gente bonita da internet (barulho de grilos)  Não sei se comentei, provavelmente comentei 47 vezes mas e daí, em outubro de 2023 eu completo 40 anos. Grandes merda mas estou sofrendo e não tem descido bem. Nem é sobre eu estar imensa de gorda, nem sobre o cabelo branco como uma vovó. Talvez seja um pouco sobre o colágeno se esvaindo e me deixando macia como um pudim mal cozido. Eu tenho quase certeza que essas manchas no rosto são parte determinante do problema mas não só. A questão de fundo é que eu vou fazer 40 sendo uma grandíssima fracassada. Que não construiu nada por si só e estou rapidamente me direcionando pra pobreza e pro desespero. Deixa pra lá. Ano passado eu estava já em crise, principalmente por causa do isolamento continuo que a pandemia trouxe. Tinha feito uma pá de cursos on-line e queria muito fazer um curso presencial. Mas não tinha (nenhum q eu pudesse pagar, pelo menos). Aí eu me inscrevi no enem. E fiz. E meu casamento ruiu e eu deixei pra lá. Depo...

Just Like Heaven

Nunca fui uma grande dorminhoca, sempre achei q minha necessidade de dormir era naturalmente menor que dos outros. Me parecia algo tão INÚTIL dormir, que francamente me irritava até. Dormir só o mínimo suficiente para ser funcional e não surtar. Deitar tarde, levantar cedo, zero prazer envolvido. Provavelmente uma pitada de trauma infantil de quando meu pai me acordava batendo palmas secas na porta do quarto as 5:30 e dizendo todas as vezes “estamos atrasados”. Com o nascimento do filho as coisas começaram a mudar. Já que ele era um bebê que também tinha muito menos necessidade de sono que outros bebês, praticamente não cochilava durante o dia. De noite dormia tarde, e acordava a cada 40 minutos por muitos meses. Virei um zumbi, sem dormir. E aprendi a adormecer com rapidez para sobreviver aquela realidade. O pai dele nunca, nem uma só noite, acordou de madrugada. Nunca atrapalhou a vida dele. Mas meio que destruiu a minha vida. Claro que passou, e eu sobrevivi. Saí dessa fase sabendo ...

A Queda

Estou tendo um dia horroroso (9:30 da manhã de um sábado e eu falando em ter um “dia” ruim já perceberam o nível do problema) e não aguento mais atormentar humanos com essa minha vontade de berrar e chorar. Aí lembrei daqui Vamos resumir pra contextualizar né. Eu me mudei. Pra recomeçar um casamento que tem seus problemas e muitas coisas boas (no momento não lembro quais porém é o momento de pânico). É a sétima mudança desde que saí da casa dos meus pais, em novembro de 2005. 8 casas em 18 anos ou 2 anos em média em cada 🤡 Mudança mexe com o meu psicológico, o caos envolvido me tira do sério. Mas essa tá pior q a média. Simplesmente não cabe a quantidade de coisas. E ninguém ajudou um milímetro, olhar pra tudo isso e pensar que depende só de mim me estressa. Estou afundando no pânico. No medo. No arrependimento de ter mexido com esse vespeiro.  Mas eu ia ter q me mudar. O dinheiro tava difícil de equalizar. E eu amo esse homem, ou pelo menos eu acho q amo. Hoje sinceramente não se...

Quero Que Vá Tudo Pro Inferno

Meu pai não cansa de me surpreender. Ou não. Qualquer pessoa q me conheça há mais de 2 semanas sabe que eu sou muito a branca com daddy issues. Nunca neguei, pelo contrário. Dizem por aí na boca miúda que eu e meu pai tínhamos uma relação perfeita, um mix das propagandas da Doriana com o Boticário. Enquanto eu era criança. Aí na adolescência degringolou. Na minha versão eu sempre tive questões de relacionamento com ele, desde aquele dia específico que com uns 8 anos eu juntei lé com cré e percebi que ele bebia demais. Ironicamente nossos problemas de relacionamento coletivamente reconhecidos começou quando ele entrou no AA pela primeira vez (de muitas vezes)  Não vou hoje perpassar 40 anos de história, nem teria como! Eu tenho questões problemáticas não resolvidas com meu pai - grandes merdas inclusive  Vamos focar na última merda. Meu pai sempre foi um fodido, tirando curtas janelas. E sempre foi muito ressentido por não ser rico (eu juro q entendo!). Mas hoje assim ele tá co...

Black Hole Sun

As vezes eu fico pensando se eu sou uma grande neurótica sem solução ou se apenas não quero enxergar com clareza o que eu acho que vejo a vida toda.   Desde que virei gente eu tenho essa preocupação, supostamente excessiva, de que ninguém gosta de mim e não pertenço a lugar nenhum. Uma angustia que preencheu dias e muitas noites. Se eu sumir, alguém vai ao menos perceber? Alguém vai sentir falta de quem eu sou? Alguém vai sofrer?  Passei 15 anos apaixonada e acreditando que eu poderia ser substituída pela primeira mulher que passasse. Um drama. Até que aconteceu, eu pedi a separação e a primeira mulher que cruzou o caminho dele ocupou o espaço de grande amor da vida. Talvez uma coincidência. Talvez o destino. Talvez o problema nem seja eu nessa história. Mas e se for? E se eu simplesmente tinha razão e realmente tinha zero valor, permitindo que qualquer pessoa minimamente razoável ocupasse meu espaço sem grandes questões? Não tem um dia que eu duvide que o problema era eu mesm...